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Investir em imóveis para locação é um ótimo negócio
(por Leandro Ibagy)
Quem sempre confiou nesta assertiva, não deve estar arrependido de tê-lo feito há mais tempo, todavia, no momento atual, no chamado período de juros de um dígito a equação se torna extremamente atrativa, quase obrigatória.
Devemos ter em mente que até bem pouco tempo atrás, as aplicações financeiras rendiam quase o dobro do valor obtido dos frutos locatícios. Para aqueles que percebiam na rentabilidade o único padrão de investimentos, a aquisição de bem imóvel para locação era sempre observada em segundo ou terceiro planos.
No cenário atual e quiçá permanente, a disparidade deixou de existir. Com uma boa assessoria imobiliária o interessado conquistará rentabilidade próxima, não raro, superior a aplicação nos fundos de renda fixa.
Neste diapasão a opção aquisitiva de imóveis para locação retorna as principais vitrines de investimentos, que sempre contou com a estrutura da solidez para manter-se viva no mercado.
Brotam daí conceitos mais amplos, consagrados e publicados. O imóvel é tangível, é de concreto. Você pode olhá-lo, tocá-lo, reformá-lo, mudar o seu destino e finalidade acompanhando a própria evolução das cidades. O imóvel é parede eficiente e inviolável contra o confisco e a inflação. Estes fatores não corroem a sua estrutura.
Naturalmente muitos investidores, como dito, mantiveram-se seguidores destes conceitos e sempre migravam seus aportes nas chamadas locações comerciais, notadamente em prédios empresariais, lojas, salas, galpões e terrenos comerciais.
Possivelmente a existência de uma relação jurídica mais equilibrada, sob a ótica do direito locatício e principalmente uma taxa de retorno mais atrativa, em geral de 8% a 12% ao ano, serviram de forte vitamina a manutenção e incremento deste segmento.
Os investimentos em imóveis residenciais sempre foram esboçados em segundo plano. Muitas das vezes a motivação nasce fruto de planejamento familiar de uma futura moradia própria ou de descendentes. A rentabilidade percebida na locação residencial orbita entre 5% a 8% ao ano, atendendo as características do imóvel, se luxuosos ou mais populares, respectivamente.
Neste novo contexto extremamente sensível à redução das taxas de juros, as rentabilidades diagnosticadas já convergem grande interesse na atração de novos investimentos ao setor, não restringindo sequer a área residencial, pois, o enorme déficit habitacional brasileiro na casa dos 8 milhões de moradia e a extrema valorização do imóvel ao longo do tempo, conferem a necessária segurança à aplicação.
No último caso vale resgatar que o resultado do investimento imobiliário deve ser aferido no conjunto das duas conhecidas equações, o fruto, correspondente ao valor do aluguel, e a valorização, cujo resultado dependerá sobretudo de suas características, envolvendo localização, espécie ( residencial/comercial/industrial ), entre outros fatores, mas que poderá render de 6% a 12% ao ano, segundo o histórico valorativo de imóveis no Brasil.
Recentemente o instituto de pesquisas do Secovi do Paraná ( INPESPAR ) simulou um investimento de R$ 100.000,00, em diversos segmentos, tendo como marco inicial janeiro/07 e resgate após 30 meses, ou seja, em 30 de junho/09. Vale demonstrar os resultados, e o cenário obtido em imóvel localizado em Curitiba:
| Aplicação de R$ 100.000,00 em janeiro/07 | Rendimento (%) | Total (R$) |
| Poupança | 20,38% |
120.379,20 |
| Dólar | -8,85% |
91.145,90 |
| Bovespa | 15,35% |
115.350,00 |
| Apartamento com 3 dormitórios no bairro Alto da Glória |
89,72% |
189.720,00 |
| Aluguel do imóvel (bruto) | 10,80% |
20.494,70 |
De outra banda, sempre se questionou o investimento em imóveis para locação, calcado nos custos de manutenção, nos riscos da inadimplência, na demora das ações desalijatórias, na elevada carga tributária, e na falta de liquidez.
De fato alguns destes componentes continuam no setor, sendo oportuno aconselhar que o investimento seja precedido de uma assessoria imobiliária, junto a uma administradora de imóveis o que muito contribuirá na redução dos riscos envolvidos, sendo esperado que do âmbito legislativo se busque aperfeiçoar os procedimentos judiciais nas ações de despejo, o que muito colaborará para o avanço do setor.
Urge, todavia, combater a propalada falta de liquidez, visto que nunca no país se financiou tantos imóveis, proporcionando o acesso aquisitivo, a uma, pela existência de uma legislação moderna e equilibrada, que facilita a conquista do crédito, a duas, pela redução das taxas de juros, que será capaz de levar o Brasil a 37 milhões de novas moradias até o ano 2.030.
Com este diagnóstico, consubstanciado, inclusive, nas análises dos grandes fundos de pensão, ressurge no cenário econômico os investimentos em imóveis destinados à locação como uma ótima opção aos fundos de renda fixa, valendo a lembrança do axioma popular “ quem chega primeiro bebe água limpa ” como a percepção de quem chegar mais cedo ao mercado, terá mais chances de escolher bons negócios, rentáveis e com boa apreciação futura.
* Leandro Ibagy é diretor da Ibagy Imóveis Ltda, VP de locação do Secovi/Florianópolis, Presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB/SC e Coordenador de Locação da CBCSI (Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários).

